Mostrando postagens com marcador chacina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chacina. Mostrar todas as postagens

Em missa, padre pede paz na despedida de vítimas de chacina em Campinas


Os corpos de doze pessoas --sete de uma mesma família-- estão sendo velados na capela do Cemitério Municipal da Saudade, em Campinas (interior de São Paulo), na manhã desta segunda-feira (2).
As vítimas da chacina ocorrida na noite de Réveillon estão sendo sepultadas de duas em duas.
A mãe, Isamara Filier, 41, e o filho, João Victor Filier de Araújo, 8, velados juntos, serão os últimos. O clima entre amigos e familiares é de consternação.
Em cerimônia religiosa no começo da manhã, o padre Eduardo Meschiatti, 53, pediu paz, apesar da tristeza e da dor: "Propósito da paz é este: somos a paz e precisamos ser construtores da paz", disse. "Não é tão simples, é dolorido. Mas precisamos cultivar a paz nas nossas relações."
Meschiatti reforçou, após a missa, que "todos merecem a misericórdia". "Deus é pai de todos. Não sei os motivos de quem fez o que fez, se são justos ou não, mas a Igreja sempre vai falar em misericórdia", afirmou. Indagado se ja havia rezado uma missa como a da atual circunstância, o religioso resumiu: "Toda vez é difícil, mas hoje isso se multiplica, não tem jeito. É uma dor coletiva."
O crime foi praticado pelo técnico em laboratório Sidnei Ramis de Araújo, 46, que matou a ex-mulher e o filho de oito anos e mais dez pessoas que festejavam a virada do ano. Ele se matou em seguida com um tiro na cabeça.
O autor da chacina foi sepultado em Jaguariúna, também agora de manhã. O pai dele, Arnaldo Araújo, 74, disse que o filho, que trabalhava como técnico de laboratório, era tímido e muito retraído. "Ele sempre foi assim. Ninguém sabia pelo o que ele estava passando."

Sobrevivente teve que reconhecer a mãe

Um estudante de 17 anos sobrevivente da chacina de 12 pessoas em Campinas, na noite de réveillon, participou do reconhecimento dos corpos das vítimas -- entre as quais a mãe dele, Liliane Ferreira Donato, 44. O marido dela está hospitalizado. O filho escapou porque se trancou em um banheiro, com um amigo, quando ouviu os tiros.

A informação é da diretora do colégio católico onde Liliane era responsável pelo setor de eventos. Ela não quis se identificar.

Via: UOL