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Eu sei que você tá cansada de ser forte o tempo todo


Eu sei que a vida tá chata, menina, tá doída. Eu sei que você engole o choro quase todo dia na hora de vestir sua roupa de viver. Também sei da vontade que bate de largar tudo e tentar a vida lá fora. Mas ir embora para tão longe não vai resolver os seus problemas. Alguns deles moram é dentro de você. Respira fundo. O metrô está chegando. Engole as lágrimas, eu sei que elas descem rasgando, mas seja forte. Seja resiliente. Você é maior do que toda essa tempestade. 


A ansiedade pulsa dentro do peito e te faz comprar mais uma xícara de café. Você já enjoou da rotina, a faculdade deixou de ser tão interessante assim e os dias passando arrastando. Mas os dias não serão os mesmos só se você decidir que eles não sejam. Você é dona do seu próprio destino. 

Você não é a única que sofre, eu sei que a vida pode ser cruel demais e até parece pegar no seu pé, mas você não está sozinha nesse vendaval. Eu sei também que a vida parece um jogo de dominó, que é só cair a primeira peça e todo o resto logo vai para o chão, mas nem tudo é tão ruim assim. Seja leve e aprenda a ver as situações de cima. Enfrente esse dia de cara, você não sabe a força que tem até que a sua única saída é provar ser forte. Tenha fé, é só mais uma fase e não a vida inteira. Se te fizer sentir mais forte, faça uma oração, uma prece e peça que Deus esteja do seu lado e te dê forças para mais um dia. Tudo bem não estar bem. Só não deixe que isso dure tanto assim. 

Você vai entender um dia que todos os seus amores nunca foram em vão. Algumas pessoas simplesmente não conseguem amar de volta. Olha dentro dos meus olhos e acredite quando digo que a vida ainda vai te surpreender. Você ainda vai ser feliz, vai realizar os seus sonhos, ainda vai conhecer aquele campo de girassóis. Você vai entrar dançando na sua formatura, vai usar aquele vestido lindo que sempre sonhou e terá pessoas que se importam aplaudindo sua jornada. Você vai encontrar alguém que te ama na mesma intensidade que você sabe amar e irão se casar. Se vão ter filhos primeiro ou viajar o mundo, isso dá para decidir numa noite de sábado enquanto estiverem deitados no sofá, de conchinha. 

Só não compare o seu caminho com os passos dos outros. Cada um tem sua própria escada e as coisas vão acontecer para você na hora que estiver preparada para recebe-las de braços abertos. Tudo bem se sua amiga está se formando e você ainda está no segundo período da faculdade. A vida só te dá aquilo que você está preparada para ganhar. A hora dela chegou e a sua ainda chegará. Aprenda com a espera e faça dessa batalha interna mais uma luta vencida. Porque você é guerreira, menina. Você não precisa de alguém para te salvar, você é sua própria heroína.

Mesmo com todos os Nãos que você recebeu, você amadureceu!

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Mesmo com todos os Nãos que você recebeu por aí, foi através deles que amadureceu e foi respeitando o tempo certo que Deus vinha reservando pra você. Mesmo com a ansiedade que te consumiu, mesmo com todos os problemas que te estremeceram e te fizeram achar que o circulo tinha se fechado. Mesmo com todas as adversidades, Deus nunca te deixou na mão. 

Mesmo com todas as dificuldades, um novo dia te foi dado para que você pudesse se reerguer e mostrar para quem sempre torceu contra, que você é sim um ser humano cheio de Fé e um tanto determinado. Então, levanta dessa cama com um ideal. 

Mostra o tamanho da sua força e que depois da queda você voltou ainda mais forte. Mostra do que você é capaz e que vento contrário será capaz de te desestruturar.  

Rogério Oliveira

ANTES DE QUERER ENCONTRAR ALGUÉM, SE ENCONTRE!


Antes de querer encontrar alguém, se encontre. Para que você não impute à essa pessoa a impossível tarefa de lhe fazer feliz. Porque ninguém nunca será tão bom a ponto de carregar seus pesos, suas frustrações e você sobre os ombros. Porque ninguém é perfeito, e tampouco paciente demais para querer a responsabilidade de ter duas vidas para ser remetente de coisas boas. Por isso, antes de encontrar alguém, encontre em você, o que te fará feliz. Se ame, se respeite e, acima de tudo, se entenda. Pois é quando você compreende do que é capaz, e do que seus braços não alcançam, é que entra o dever de uma segunda pessoa. Te ajudar a entender e a superar, e não de concluir tal tarefa. Somos donos da nossa própria felicidade, ela está na essência. E caso encontre alguém, antes mesmo de se encontrar. Tenha absoluta certeza de que irá perdê-lo.


Hoje eu vou cuidar de mim.


Tive notícias suas ontem. Não pedi por elas, mas tive quando menos esperava. Ironia do destino pra testar minha fé, aposto. Ontem aquela dor já cicatrizada me formigou por dentro numa pontada fina e profunda que subiu até o céu da boca, e eu contive um grito de socorro. Já tive vontade de perguntar por você, mas só de pensar que estava feliz sem mim, paralisava. Não era egoísmo, era medo de aceitar que você já tinha seguido em frente.
Já imaginei por horas a fio um reencontro nosso sem querer e decorei o diálogo que nunca tivemos. Já desejei que você precisasse de mim pra qualquer coisa, por menor que fosse, porque eu moveria o mundo pra realizar pra ti e, talvez, ganhasse você de volta pra mim. Já supliquei aos céus que colocasse outra pessoa na minha vida, e fui atendida, mas todas elas eu comparei a ti e, aos poucos, perdi a esperança. Ninguém chegou tão perto de mim quanto você, e nem ao menos sei porque permiti sua entrada.
Nunca magoei ninguém de propósito, assim como, diversas vezes, sei que não tinham a intenção de me ferir também. É que eu sempre senti demais, me doei demais. Não caibo em pessoas rasas; eu transbordo. Amor, pra mim, sempre foi uma questão de profundidade: cair ou não de cabeça. E eu caio, quebro a cara, me machuco, porém levanto, mesmo cambaleante. Ponho um pé depois do outro, ergo o peito e sigo em frente. Nem sempre consigo manter o equilíbrio, mas não desisto de tentar.
E até ontem, eu estava bem, eu juro. Encontrei o ritmo do meu caminhar, perdi a pressa, decidi andar a favor do tempo, e não esperar uma cura milagrosa. Mas ouvir sobre você, e o pior, perceber a forma como isso me afetou me deixou na dúvida se havia te superado. E, sinceramente, eu acho que não. No entanto, assim como você, eu fiz uma escolha. Dessa vez, por mim. Doeu, confesso. Ontem eu tive a sensação que estava perdendo a chance, e talvez última, de você. Mas entendi que nada entre nós havia mudado, o que me martirizava era apenas a esperança que eu cultivava por ti. Ontem eu morri um pouquinho por dentro porque andei engolindo meu próprio veneno. Dei poder ao meu coração de mandar em minha vida e me tornei refém do meu psicológico.
Tive notícias suas ontem, e a princípio, isso acabou comigo. Mas isso foi ontem. Hoje, não. E se amanhã doer, vou repetir “hoje, não. Hoje eu vou cuidar de mim.”

Começo a suspeitar que o amor da minha vida sou eu


O amor da minha vida sou eu. E dizer isso em voz alta não é ato de egoísmo ou orgulho, é uma reflexão que devíamos interiorizar a cada dia.
Não é egoísta quem atende a si mesmo, quem resolve os seus medos e cura as suas feridas, quem deixa para trás o que o fere e encontra o amanhã com otimismo e força.
Porque se eu estiver bem, vou ser capaz de dar o melhor de mim para os outros.
Eu serei capaz de ser feliz e de dar felicidade.
“Eu não preciso ser melhor do que ninguém, não preciso ter o que o outro tem. Basta-me ser eu mesmo, ser o amor da minha vida para poder oferecer a mim mesmo e aos outros o melhor que está na minha alma calma e no meu coração sereno, desprovido de ódio ou rancor.”
Embora nos surpreenda, não é fácil chegar a este estado, onde somos capazes de amarmos a nós mesmos plenamente e sem limitações. Estamos quase sempre acostumados a priorizar as necessidades dos outros, e muitas vezes ficamos “agarrados” a coisas como se fossem a nossa identidade única: um trabalho, uma casa, dinheiro…
Há muitas dimensões que nos estão a cobrir, camada por camada, com uma casca que nos faz perder gradualmente a essência que é o amor-próprio.
Porque nós nunca nos devemos esquecer que se nós estivermos bem, o mundo estará bem. Se os teus pensamentos e as tuas emoções não vibrarem com essa harmonia interior e o respeito por ti mesmo, a tua realidade será distorcida.
Eu tinha-me esquecido: o amor da minha vida sou eu!
Talvez em algum momento tu esqueças que o amor da tua vida eras tu, porque priorizaste demais os outros. Ou também pode ter sido projetada em ti desde a tua infância uma insegurança e valores que nunca te priorizaram como pessoa.
Chega um momento em que temos que deixar para trás algumas coisas, algumas pessoas, algumas situações … Alguns vão chamar isso de egoísmo, mas eu chamo de amor-próprio.
Amor-próprio não é algo ensinado nas escolas. Na verdade, é um aspecto que todos nós vamos lentamente descobrindo e que armazena um poder acerca do qual nunca nos tinham falado.
O amor-próprio, só de pensar que eu sou o amor da minha vida, não é um ato de egoísmo. Não desde que esta dimensão esteja focada na construção e proteção da nossa auto-estima. Nós devemos gostar de nós próprios para nos protegermos, nos conhecermos melhor, para que nada nem ninguém nos manipule, para sabermos o que queremos e o que não queremos.
O amor-próprio é um sentimento do qual não nos devemos envergonhar. Ele não é apenas uma ferramenta de bem estar interno, ele permite manter um equilíbrio que nos permite ter empatia e respeito também pelos outros.
Estratégias para lembrar que o amor da nossa vida somos nós:
Sejam quais forem as circunstâncias que nos levaram a esquecer que os pilares de nossa vida somos nós mesmos, nunca é tarde demais para recuperarmos essa crença, nunca é tarde demais para recuperarmos essa força interior com a qual recuperamos o equilíbrio para sermos felizes e para oferecer conforto para aqueles que amamos. Aqueles que realmente merecem.
“Conforme tu andas nos caminhos da tua vida, tu percebes que o que importa não é quantas coisas tu tens, mas sim o seu valor …”
Convidamos-te a tomar nota de uma série de aspectos para refletir. Respira fundo e pensa sobre eles com cuidado, relembrando sem hesitação que o verdadeiro amor da tua vida és tu mesmo:
Mantém um diálogo interno: analisa quais aspectos e situações diárias violam a tua autoestima, e te afastam de quem tu realmente és. Talvez tu devas deixar certas coisas, pessoas ou situações para trás.
Simpatiza contigo mesmo: tu empatizas com qualquer um que vês. Tu entende a sua situação, a sua dor, as suas necessidades… mas e tu? O que tu dirias para ti mesmo se estivesses diante de ti?
Tu és autêntico, único e irrepetível. Isto não é um slogan, não é uma frase. É uma realidade na qual deves começar a acreditar a partir de hoje. Tu tens virtudes, características e essência que te fazem único no mundo, e, portanto, importante.
Atreve-te a amar e a dedicar mais tempo ao que tu mereces, porque amar a si mesmo não é parar de amar os outros. É reconhecer-se e fazer-se feliz, porque quando tu começas a ser feliz, consegues as melhores coisas na vida.

Via: Sábias Palavras - Valéria Sabater (tradução)

Amor próprio

 
Ontem olhei para o espelho, acomodei-me na poltrona de braços largos e fiquei ali, a namorar os meus detalhes. O tamanho dos meus olhos, o formato da minha boca, a minha cintura não tão fina e até as pontas duplas do meu cabelo. Fiquei ali por horas, a amar-me. Repetindo sem cessar: mulher, como tu és linda. Por favor, não confundas o meu amor-próprio com egocentrismo. 

Não antes de conheceres a minha história. Eu passei a minha vida inteira vestida de patinho feio, a fugir do espelho e tratando-o como o meu pior inimigo. Eu odiava-o por me mostrar tudo o que eu não queria ver. A celulite nas pernas. As estrias nos seios. A barriga nada lisinha. O cabelo ressecado. As espinhas no queixo. As três linhas desenhadas na minha testa. Eu não aceitava as minhas imperfeições. Elas gritavam o tempo inteiro aqui dentro, cegavam-me e não me deixavam reparar no belo par de pernas que tenho. 

Nem no pequeno nariz que mora no centro do meu rosto ou na mulher inteligente, determinada e engraçada que sou – capaz de seduzir qualquer pessoa. De cada vez que alguém se afastava da minha vida, eu detestava-me mais. Sentia-me rejeitada, feia e incapaz de despertar qualquer interesse noutra pessoa. Já pedinchei muito amor, supliquei cafuné, quase me humilhei em troca de elogios simplórios e me odiei por não ser ‘bonita’ – loira, magra e dentes branquíssimos igual às modelos de TV.
Ao longo da minha vida já deixei inúmeras vezes o meu amor-próprio de lado para manter alguém do meu lado, e todas as vezes saí com o ego ainda mais ferido e com o coração na mão. Foi numa dessas decepções, com o rímel preto a escorrer pelas bochechas e o peito a sangrar que decidi mudar. Aos poucos fui mudando. 

De dentro para fora. Vesti a minha alma de amor, expulsei o rancor do meu peito e propus paz ao espelho. Hoje eu não me maltrato mais. Eu aprendi a amar os meus defeitos, o meu cabelo desarrumado, o sorriso torto, as olheiras profundas, a meia e o chinelo. Os dois quilos a mais, as falhas na sobrancelha e a coluna levemente curvada. Parei de me cobrar tanto e comecei a cobrar mais dos outros. Quem gosta de verdade, fica contigo, quer estejas de vestido ou de pijama. Com defeitos e qualidades. Com ou sem maquilhagem. Hoje o meu peito sorri, quando vê a mulher linda que reflete no espelho, porque a alma reflete aquilo que o coração guarda. E o meu coração guarda amor. Amor-próprio.

Via: Sábias Palavras

Ignorar certas pessoas torna-nos mais felizes


Quanto mais vivemos, mais percebemos que a arte de ignorar certas pessoas é capaz de nos poupar de muitos dissabores e aumentar a qualidade do nosso dia a dia. Com o tempo, vamos aprendendo que gastar energia com pessoas e coisas que não merecem um mínimo de consideração é atraso de vida, e que só serve para aumentar a quantidade dos nossos cabelos brancos e das nossas decepções acumuladas.
Não dês ouvidos a quem está sempre a dizer que nada vai dar certo, que tu não vais conseguir, ou que os teus sonhos são imaginários demais. Ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos e ninguém tem o direito de nos determinar qual é o real alcance do nosso potencial. Os nossos ideais é que alimentam as nossas esperanças, as nossas certezas de que o amanhã virá mais belo e pleno de realizações.

Passa por cima, com dignidade e elegância, das opiniões contrárias, dos pontos de vista que denigrem e diminuem tudo aquilo em que acreditas. Poderemos nem sempre estar com a razão, mas jamais deveremos abrir mão do pulsar dos nossos sentidos, das crenças que nos sustentam o olhar adiante e que nos impulsionam a seguir sempre em frente, apesar das adversidades e dos tombos que a vida nos dá.

Atropela os teus medos, os temores que emperram os teus passos, que tolhem o teu caminhar da liberdade da qual deves revestir-te. Não te contamines pelas negatividades alheias, de gente que nunca ousou desvencilhar-se das amarras das convenções sociais, de gente que nunca saiu do lugar, iludindo-se pela comodidade desconfortante da ilusória zona de conforto em que se amotina.

Não ligues para aqueles que desacreditam dos teus empreendimentos, das tuas ideias, dos sonhos que motivam a tua busca pela felicidade, em casa, no trabalho, onde for. Mantém firme o teu propósito de encontrar o amor verdadeiro, o amigo leal, o emprego perfeito, a carreira naquilo em que tu és melhor. Nada nem ninguém nos impedirá a construção de um caminho de sonhos palpáveis, caso acreditemos em nós mesmos.

Esquece as palavras de desânimo e de desmotivação que ouvires pelo caminho, enquanto tentas seguir a luz que ilumina a tua jornada. Lembra-te de que ouvir a voz que vem do teu coração abrirá muitas portas que estarão prontas para receber-te diariamente, bem como te levará ao encontro de pessoas que te acompanharão com apoio sincero, amando tudo o que em ti é digno de admiração verdadeira. Não guardes dentro de ti lixo emocional que os desavisados tentam empurrar para ti, tentando atrair-te para dentro das suas próprias escuridões.

Ignorarmos aqueles que nos ferem gratuitamente, que querem tão somente nos paralisar, para que estagnemos ao nível da miséria emocional em que se encontram, será uma das atitudes mais sábias e úteis que tomaremos ao longo das nossas vidas. Porque ninguém é capaz de acabar com a grandeza que possuímos aqui dentro, nem ninguém tem poder algum sobre as nossas verdades, a não ser que deixemos. No mais, o que importa é ser feliz, e bem longe de gente chata.

Escrito por Marcel Camargo, colunista do Sábias Palavras.
Veja mais sobre Marcel clicando aqui.

Amor próprio deveria ser algo obrigatório


Amor próprio deveria ser algo obrigatório, igual respirar sabe?
É tanta gente sofrendo e se iludindo porque antes de tudo não se amou primeiro. Não deixe ninguém pisotear nos seus sentimentos, na sua moral e na sua personalidade. Se você precisa implorar por carinho, com certeza essa relação não vale a pena. Siga em frente, seja feliz consigo mesmo, sem cerimônias, sem pudores e sem preconceitos!

Ela precisa escolher a si antes dos outros.

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Ela estava disponível demais, a verdade é essa. Não me refiro sequer a falsa ideia de conquista que se fazer de difícil que o orgulho retrata, mas ao fato de que ela esperava ser escolhida por alguém, e não, escolhê-lo. De qualquer cara que conhecesse espremia o máximo de qualidades que se encaixassem dentro do seu perfil ideal e peneirava seus defeitos para que não afetassem o suposto futuro da relação. Ela queria ser aceita, queria que ele a quisesse antes de se perguntar se também o queria. Ela queria que ele a expusesse aos amigos e a família ignorando o peso que isso poderia ter.

Queria que ele a convidasse para sair em um sábado, quando ela mesma sentia vontade de sair com as amigas, só para sentir que ele fazia concessões por ela. Ela queria ver dele esforço, sacrifício, porque aprendeu por intermédio do fracasso alheio que isso representava o valor que ele via nela. Mas não era aquele que via em si mesma. E ainda assim, com todas as falas ensaiadas, não sentia-se merecedora ou sequer apaixonada.

O problema era que ninguém podia saber o que era melhor pra ela além de si mesma, portanto, enquanto esperasse ser escolhida (ou reconhecida por seu esforço em ser perfeita) estaria à deriva em relações falhas. Ela deveria assumir o controle da própria vida, pois à medida que se conhecesse também estaria mais perto de conhecer alguém que valesse a pena o esforço do molde, da adaptação. A questão é que qualquer pessoa poderia lhe trazer alegria por algumas noites ou lhe roubar sorrisos perdidos, mas não seria aquela por quem seu coração bateria mais forte.

Ela não podia confundir carência com amor; um lhe fazia conformada, e o outro, confrontada. Sair da zona de conforto era uma das formas de trazer à tona o seu melhor. Quando ela aprendesse a decidir por si só com quem merecia se envolver – e não ficasse à mercê do aval de satisfação alheio – o amor lhe escolheria. Ela estava disponível demais para qualquer um que se interessasse, menos para si mesma. Quem não conhece o próprio amor, não o reconhece em ninguém.

Via: Bendita Cuca

Não aceite qualquer um por medo de ficar sozinha

Escrito por Marcel Camargo, colunista do Sábias Palavras.
Veja mais sobre Marcel clicando aqui.

 Todos necessitamos de um companheiro para partilhar tudo o que temos dentro de nós e transborda, para receber em troca verdades que venham ao encontro de nossos sonhos e desejos. Sempre foi assim e assim o será, não se foge a isso. No entanto, a ânsia por encontrar esse amor jamais poderá ser maior do que o nosso amor-próprio, do que as convicções que nos constituem e constituem nossa humanidade, nosso respirar.


 Crescemos embalados pelos contos de fadas, por filmes e romances que idealizam um mundo onde os romances idílicos permeiam todo e qualquer enredo, passando-nos a mensagem de que necessitaremos encontrar o amor de nossas vidas, caso queiramos ser felizes para sempre. Não que essa procura seja inútil, mas tornar a presença de um companheiro como condição imprescindível à nossa felicidade pode acabar nos levando ao distanciamento do que nos preenche a essência, para que aceitemos menos do que merecemos ao nosso lado.
 Todos queremos encontrar nossa cara-metade, alguém que esteja ao nosso lado, de braços abertos, ao final do dia, ajudando-nos a recobrarmos as forças para os amanheceres vindouros. Todos necessitamos de um companheiro para partilhar tudo o que temos dentro de nós e transborda, para receber em troca verdades que venham ao encontro de nossos sonhos e desejos. Sempre foi assim e assim o será, não se foge a isso.
 No entanto, a ânsia por encontrar esse amor jamais poderá ser maior do que o nosso amor-próprio, do que as convicções que nos constituem e constituem nossa humanidade, nosso respirar. Lançarmo-nos ao encontro de uma união desigual, sem contrapartida, sem retorno de toques ou de sentimentos, desconstruirá as bases que sustentam as verdades que nos consolidam o caminhar seguro e tranqüilo. Aceitarmos que a escuridão alheia ofusque-nos o brilho que temos e ansiamos por irradiar nos afastará de qualquer possibilidade de sermos felizes.
 Antes de tudo, é necessário que solidifiquemos os propósitos que alimentam as nossas esperanças, para que não nos sujeitemos a abrir mão do nosso viver, em favor de uma companhia aviltante, mesquinha, indigna de nossa grandeza. Precisamos nos amar, praticar o bem-me-quero, fortalecendo nossas certezas contra os quereres alheios que não nos somam, não nos agregam, não nos amam verdadeiramente.
 Estar sozinho muitas vezes não significa solidão, tampouco tristeza ou incompletude. Podemos muito bem nos sentir felizes e realizados na companhia de ninguém mais do que nós mesmos. Amadurecer nossos sentimentos enquanto caminhamos desacompanhados nos fortalecerá, trazendo-nos a segurança necessária para que deixemos a pessoa certa entrar em nossas vidas. Caso não estejamos lúcidos e seguros o bastante, estaremos sujeitos a dar as mãos ao vazio, à violência e ao egoísmo alheios. Caso não estejamos vivendo em sintonia com o que nossa alma pede, qualquer um será capaz de adentrar nocivamente nossas fraquezas, destituindo-nos da regência de nossas próprias vidas.
 A busca por uma companhia de vida estará sempre presente em nossos planos, fazendo parte dos sonhos que impulsionam nossa jornada. Porém, priorizarmos os relacionamentos, em detrimento de nosso bem estar e de nossa dignidade, somente nos trará dor e decepção. Aproveitemos os tempos em que estamos desacompanhados para firmar em nós tudo aquilo que queremos e não queremos em nossas vidas. Somente assim saberemos aproveitar cada momento que integra a nossa caminhada, seja com ou sem alguém do nosso lado. Porque, assim, estaremos felizes e completos, ainda que sós, mas jamais mal acompanhados.

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Ela era dela



Ela era diferente, tinha o sal que faltava nas doces mulheres ao seu redor. Mas de doce entendia bem: do chocolate ao lisérgico. No entanto, não havia ácido lhe fizesse enxergar o mundo tão colorido, tão distorcido, quanto amor que lhe corroía o peito. Era dessas que amam demais: pessoas, lugares, recortes de revistas, casquinhas de sorvete. Empunhava suas lembranças na cronologia do pecado; gostava de alinhar seus erros, nutrir suas dores. Não seguia adiante sem antes mergulhar na saudade, satisfazer suas fantasias de finais felizes.
Não acreditava em predestinação; aprendeu a criar suas próprias histórias. Por vezes, mentirosas, exageradas. Por vezes, desventuras que retratavam seus traumas. Não temia o preconceito, nem mesmo as cicatrizes que marcaram sua alma mais do que sua pele. Tinha essa sede pelo o que ainda não tinha vivido, essa fissura por quem nunca tinha conhecido. Vivia em guerra com o tempo que sequer havia perdido, pois amedrontava-lhe o futuro que lhe valesse mais que um minuto. Abdicou de seu passado pela pressa com que o presente passava. Não tinha tempo pra voltar atrás.
Não se importava se a chuva que lhe borrasse a maquiagem lavasse a áurea. Gostava desse estado de excitação de quando as máscaras caem, o salto quebra, a calça rasga. Nada era tão ruim que não pudesse contar de uma forma engraçada – ou inventada. Nem de longe tinha a ressaca como inimiga, na verdade, era uma grande aliada. Sabia que sua presença significava ter mais pra comemorar do que se lamentar. Aliás, não se permitia lamentar sobre nada. Cortava suas próprias asas antes que alguém o fizesse, não precisava dessa expectativa contida no desejo. Se queria que algo acontecesse, lutava por ele e, logo em seguida, abria mão de tê-lo. Era simples. Já havia entendido que não podia controlar nada, quem dirá, tudo.
Só lhe pertencia aquilo que pudesse carregar nas mãos e no peito. Não se questionava sobre a necessidade de ter as coisas, mas sobre o peso que teriam pra si. Trazia nas costas o fardo de uma vida que não cabia em malas. Mudava de cidade com frequência, comprava passagens só de ida, embora não tivesse qualquer receio em voltar. Sentia-se tão livre que não tinha nenhum apego a ideia de seguir em frente. Ela rodopiava, saltitava, afundava e se erguia. Em frente seria monótono demais. Enfrente, não. Era disso que ela gostava; do desafio, do medo, das pernas bambas. O frio na barriga sempre era um bom presságio que dizia “bem vinda ao novo!”. Adorava o novo, o inesperado. Tudo que fosse velho guardava no fundo da gaveta junto as cartas e os amores.
Seu prato preferido era aquele que acabara de experimentar, seu lugar favorito aquele que acabara de visitar. Seu amor pra vida toda, bom, aquele que acabara de deixar. Amava porque o deixava, se o tivesse provavelmente seria apenas apaixonada. E a paixão não lhe valia a pena; era pouca, passageira. Não nutria essa dependência de ninguém, nem de si mesma. Já se perdeu e se deixou por tantas vezes quanto pôde renascer. Acreditava cegamente nisso: podia ser quem quisesse, portanto seria ela mesma sempre.
Vivia na corda bamba, entre a genialidade e a loucura. Não gostava do morno, do médio, do meio. Incitava discussões, fazia questão de ser do contra. Queria mesmo o confronto, sentir-se viva. Sentir-se. Buscava dentre tantos sentimentos um que lhe servisse pra alguma coisa, mas só encontrava no sorriso a paz que precisava e no travesseiro, o consolo que lhe entendia. Sozinha e sempre rodeada de gente. Se via pronta pra viver seu maior deleite ou morrer em seu pior pecado. Era tudo ou nada, mas era sempre algo. E se qualquer mágoa ou rancor viessem à torna, entornava-os com água ardente. Sentia-os descer lhe queimando o estômago, lhe deixando tonta. Não parava até reproduzi-los em uma gargalhada histérica, sinal de que já não sentia mais nada, nem mesmo dor.
Já ouviu muita coisa a seu respeito, a ponto de aprender a não escutar mais nada. Preocupada com os outros, definitivamente, não era. Inclusive, no mal sentido. Não aprendeu a se importar tanto com quem merecesse. Não se via com tempo pra se perder nas entrelinhas de quem não estivesse disposto a viver na exclamação. Ela era diferente, tinha o sal que faltava nas doces mulheres ao seu redor. Virava o mundo como tequila na sede de se conhecer andando só. Ela era dela.

via: Bendita Cuca

Foi sem o teu amor que eu aprendi a me amar


Achei que sem você, o amanhã seria terrível de suportar, que tudo iria parecer tão sem graça, que eu não iria conseguiria te superar. E foi mais fácil do que eu imaginava, tudo já estava tão raso que eu nem senti a maré recuar, tudo já estava tão sem graça que eu nem percebi quando comecei a rir e não me importar mais, tudo já estava tão morto que foi fácil me dar conta de que sem você, tudo voltaria a ser como era antes. Sem brigas, sem estresse, sem seus abusos e suas exigências. 

Você que acabou com a confiança. Me fez te cobrar explicações e eu nunca fui de perder tempo com isso. Você me fez ligar pro seu amigo pra ter a certeza de que você estava na casa dele, eu sempre achei isso coisa de gente desequilibrada e insegura. Você me fez perder tempo fazendo perguntas que você nunca respondia, tentando entender coisas que você jamais esclarecia. Relacionamento é pra ser transparente e sincero, não é? Por quê você insistia tanto em não ser?

Você me fez perder o controle de mim, esquecer de mim nas horas que eu mais precisaria. Você me fez tomar um rumo que eu não conhecia, entrar em caminhos que não me levaram a lugar algum, e correr atrás de você como um cachorro corre atrás de um galho. Eu me sentia péssima, você me fez se sentir assim. Você me fez acreditar ser quem eu não era. Você me transformou em alguém que eu não queria ser. Você me fez sentir mal comigo mesma, por acreditar em você quando você mentia. Por achar que eu estava errada porque você dizia estar certo. Seus amigos me achavam maluca, minhas amigas diziam que eu era burra. Você me fazia de idiota pros outros. Cedo ou tarde a gente sempre descobre coisas que machucam. Sempre aparecem respostas pra aquelas perguntas antigas. Quando a gente decide manter o que machuca a gente, a ferida nunca sara, sempre volta a doer. Eu tinha decidido te perdoar, fazia tanto tempo. 

Eu tinha escolhido deixar os momentos bons pesarem mais. Tentei levar isso até onde deu, juro. Mas é que o amor é pra ser amigo, ameno, parceiro. E você já estava longe disso. Tudo passa com o tempo. E o tempo passava e eu não acreditava. Amanhã é outro dia. Até que um dia eu acordei sem te perceber e me percebi. Ainda doía ver como pude me apaixonar por alguém que nunca mereceu. Como permitir que tudo isso acontecesse. Dizem que decepção não mata, ajuda a viver. E eu tô vivendo, me tornando alguém melhor. Você que acabou com o amor bom, livre e saudável que eu te dei. 

Você que trouxe as brigas, as dores de cabeça e o desgaste dele. Você colocou toda a culpa em mim, como se eu nunca tivesse me importado com a gente. Apesar dos seus erros, eu nunca tive coragem de nos deixar. Preferi esquecer e acreditar em mudança. Todo mundo erra, não era isso que você sempre dizia? Preferi acreditar que você iria amadurecer com os erros, que iria mudar pra melhor, que cumpriria com todas as suas promessas de mudança. Você mesmo dizia que faria isso por mim. E esperei muito por isso. Até que escolhi seguir em frente e te deixar pra trás. E foi abrindo mão de você que eu me encontrei, foi sem o teu amor que eu aprendi a me amar. E me amando, me tornei outra. E sendo outra, não existe mais você. Não tem a menor possibilidade de existir.

Escrito por: Iandê Albuquerque

Sobre o amor próprio


Antes de querer procurar alguém, encontre-se primeiro. Descubra as suas qualidades, seja feliz contigo mesmo, exatamente da forma que você é. Só aprende amar o próximo, aquele que antes de tudo ama a si mesmo. Se não for assim, você vai aceitar qualquer um em sua vida, alguém que não te valoriza, que mente, que te ilude. Ei, não quero te ver lá no final chorando por outro imbecil qualquer, aprenda a agora. Dê se valor que tudo se encaixará.


AMOR PRÓPRIO


Por que pra algumas pessoas é tão difícil falar em amor próprio? Por que pra algumas pessoas isso é chamado de egoísmo ou de orgulho? Gostar de nós mesmo é algo tão impossível de acontecer?
Tem gente que não pode ver alguém falando que se ama ou que está feliz consigo mesma que logo fala: “Olha lá, depois que ficou solteiro(a), tá aí! Solto(a) no mundo” ou “Nossa, fulano(a) vive nos cantos sozinho(a) né? Nunca vi com ninguém”. Por que essa obsessão que pra ser feliz tem que exatamente com alguma pessoa ao lado?
Ninguém conquista nada sozinho, mas se você não se amar, não se valorizar, não ter amor por você, como você vai saber valorizar o outro? Como você vai saber amar o próximo? Até a bíblia fala: ‘Amai o próximo como a ti mesmo’.
O amor próprio pra mim deveria ser a base de tudo. Porque não tem como você dar o melhor de si pra alguém, sendo que você não tem o melhor de você mesmo. Não vejo como egoísmo uma pessoa que prefere viver uma vida mais reservada, uma vida mais dela, que saiba aproveitar a vida sem necessariamente depender de outra pessoa. As pessoas deveriam aprender a se valorizarem mais.
Há quem diga que amor próprio é sinônimo de orgulho. Talvez. Mas o que seria de nós se não fosse ele? É aquela coisa: O orgulho pode ser uma bênção ou uma maldição, depende como você o usa. Aquele orgulho que se limita a respeitar a si mesmo, que te ajuda a ser feliz sem se humilhar ao outro é bastante válido e seria a tal bênção. Porém, aquele orgulho que finge ser amor próprio e faz com você passe por cima até de você mesmo, eu chamaria de maldição. Algumas vezes essa maldição te livra de certos encostos, mas muitas vezes ela te cega de tal forma que as decisões tomadas são irreversíveis.
Então, há uma grande diferença entre amor próprio, orgulho e egoísmo. E essa diferença está na medida em que você deposita a confiança em você mesmo. O excesso te trás consequências ruins e a falta dele te machuca com proporções sem medidas. Aprenda o meio o termo, descubra-se, e aí você vai aprender que sim, é possível ser feliz sozinho, basta achar a dimensão correta com que se entrega a tudo.
Via:  Dono do Boteco