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POR QUE TODO ESSE SILÊNCIO MINHA FILHA?


Por que todo esse silêncio filha?

 Tem ficado tão calada, os céus não ouvem mais aquela voz que trazia em sua sintonia uma adoração tão pura, o que houve com ela?

 Sempre fui teu amigo, falei pra contar comigo na hora do perigo, o que fizeram com o louvor que saia da tua boca?

 Sinto saudades de te ouvir cantar, em cada pausa do hino, quando não havia mais letra teus olhos se fechavam e o teu coração me adorava, aquele microfone não ajudava, mas você não se importava, mesmo assim cantava. Ensaiava a semana inteira pra dedicar pra mim um louvor que rasgava o céu. 

O céu inteiro parava, e eu te observava. A voz que te dei foi para o meu louvor, infelizmente você tem falado outras coisas e eu não posso ouvir, sinto falta da canção que saia dos teus lábios e se transformava em oração, eu derramava unção, as pessoas choravam e sentiam a minha presença, mas porque esse silêncio filha? 

Não importa o que você fez, o pecado não pode calar a voz do arrependimento, eu quero renovar em ti a canção do céu, sou fã da tua adoração, quero ouvir tua voz, estou ansioso para ouvir novamente o teu louvor, eu não me importo se você vai desafinar ou não, a sinceridade produz a afinação, e o louvor perfeito é aquele que vem do coração.

NEM SEMPRE O SILÊNCIO É ESQUECIMENTO

Escrito por Marcel Camargo, colunista do Sábias Palavras.
Veja mais de Marcel clicando aqui. 

Ao contrário do que possa aparentar, muitas vezes o silêncio tem muito a dizer, carregando em seu aparente vazio uma intensidade tamanha de sentimentos e de carga emocional muito mais significativa do que enxurradas de palavras ou gestos exacerbados. O silêncio pode acalmar, ferir, amparar ou até mesmo violentar, às vezes trazendo paz, outras vezes incitando tempestades – nem sempre o silêncio é pacífico. 
O silêncio pode ser revolta, rebeldia, contrariedade contida. Nem sempre estamos prontos para expressar nossos pontos de vista, no sentido de verbalizar o que queremos, o que temos aqui dentro. Assim, mesmo que estejamos discordando de algo, silenciamos, pois nos falta a coragem necessária para que nos libertemos dessa prisão que nós próprios criamos, ou mesmo porque sabemos que qualquer tentativa de diálogo será inútil e cansativa naquele momento. 
O silêncio também pode corresponder à reflexão, a um turbilhão de pensamentos pulsando dentro de nós. O pensamento e a fala devem conviver harmonicamente, de forma que um não atropele o outro, colocando-nos em situações constrangedoras. Palavras, após proferidas, não voltam mais, deixando suas marcas, muitas vezes negativas, nas nossas vidas e nas dos ouvintes. Pensar sobre o que se diz é necessário, pois, caso possamos machucar alguém ou a nós mesmos, sem razão, é preferível emudecer. 
Às vezes, o silêncio é solidão, é vazio, solitude doída e emudecida. Mesmo acompanhados, ainda que em meio a muitas pessoas, podemos estar solitários, sentindo-nos sem acolhida, sem partilha, sem pertencimento. Como se não fizéssemos parte da vida do outro, como se fôssemos desimportantes, dispensáveis. Perdidos nessa irrelevância emocional, ruímos por dentro, minando nossa autoestima e nossa capacidade de ser feliz. 
Outras vezes, o silêncio é desistência. Há momentos em que o mais prudente a se fazer é desistir de algo, de alguém, de tentar convencer, amar, de clamar por atenção e reciprocidade. Certas situações nos pedem que partamos para outra, que canalizemos nossas forças e energias em direção ao que nos trará contrapartida, retirando-nos dos apelos vazios, da mendicância afetiva, pelo bem de nossa saúde física e de nosso equilíbrio emocional. 
Silêncio, da mesma forma, pode significar desapego, libertação, livramento de amarras que nos impedem o caminhar tranquilo de nossa jornada. Precisamos nos despedir de tudo aquilo que pesa em nossos ombros, emperrando a visualização serena das possibilidades que nos aguarda o futuro. Temos que serenar a celeridade que intranquiliza os nossos corações, jogando fora bagagens sem as quais conseguiremos viver melhor. 
O silêncio, infelizmente, muitas vezes é mágoa, ressentimento, lamentação acumulada. Na impossibilidade de encontrarmos coragem de vivermos nossas verdades por inteiro, de refutarmos o que não nos completa, tampouco nos define, de impormos aquilo em que acreditamos, sufocamos nossos sentimentos mais íntimos sob a infelicidade de aparências condizentes com o que todo mundo espera – exceto nós próprios. Nesses casos, o silêncio é o crepúsculo moroso de nossa existência.
 Felizmente, no entanto, o silêncio também pode – e sempre o deveria – implicar felicidade, certezas, convicção e força. Sabermos os momentos certos para calarmos e guardarmos para nós aquilo que pensamos nos salva de problemas dispensáveis com gente que não significa nada na nossa vida. Quando estamos seguros quanto ao que somos, quanto aos nossos sonhos e planos de vida, nenhum barulho é capaz de abalar as nossas verdades, minimamente que seja. Quando o silêncio guarda o que temos de mais precioso, estaremos então caminhando rumo ao alcance de nossos sonhos, para que possamos dividi-los com quem compartilhamos amor de verdade, e com ninguém mais.

Leia mais: http://www.sabiaspalavras.com/nem-sempre-o-silencio-e-esquecimento/#ixzz3uX35LNHQ

Você não pode perder o que nunca teve.



O mundo me decepciona muito, e sei que decepciono o mundo com minhas imperfeições. Chega uma hora que somos tentados a desistir, pois tendemos a olhar para o que falta em nosso caminho, e não para o que já foi conquistado. Sentir dói, enxergar dói, a vida parece simples para quem segue alienado. Quanto a mim, travo uma batalha interna para driblar o que espero dos outros. Mas já aprendi que amor próprio é quando você se desapega daquilo que tem medo de perder. Principalmente alguém que custamos a valorizar.
Diante do espelho podemos ver que somos nosso maior obstáculo. Temos medo. Medo de fracassar, medo de deixar de ser amado da noite para o dia. Medo de deixar de amar. Medo de ser esquecido. Medo de esquecer-se de alguém. Medo de não lembrar suas manias, seu número de telefone, seu cheiro. Medo de não encontrar alguém, e de não encontrar-se sozinho. Medo de se conformar, de mudar e de não mudar nadinha. Medo da solidão, e de multidão também. Medo, sobretudo, de nós mesmos. De nos decepcionarmos e machucarmos as pessoas que amamos.
Pois é, o sofrimento é inevitável. Se não por ele, como saberíamos ao que ser gratos? Lutamos pelas nossas próprias vidas, diariamente. Só vem de mão beijada aquilo que não tiramos do papel, uma mera ilusão. A realidade requer coragem. A verdade é que somos mais adaptáveis do que imaginamos. Às vezes, sentir-se perdido e sem chão é parte de um processo pra que nos tornemos mais fortes. Você pode perceber que ao superar uma decepção, a sensação de aprendizado é inebriante. Temos até certeza de que não cairemos outra vez. Mas a vida ensina, pouco a pouco, que quanto mais sabemos sobre nós mesmos, mais temos a descobrir. Faz parte.
O importante é buscar aquilo que te preencha por dentro: desfazer-se de pessoas vazias, amizades superficiais e por que não dizer, daquela calça que de jeito nenhum vai te entrar mais? Desistir na hora certa é uma vitória silenciosa e sem mérito. Mas, às vezes, um passo para trás é o que te leva a seguir em frente. Não podemos perder a fé em nós mesmos, nas segundas chances, nos encontros casuais, afinal, não temos como saber que dia, novamente, sairemos de casa pra cruzar os passos com alguém que mude a nossa vida.

via: Bendita Cuca

Por que devemos aprender a silenciar?


“Há quem se cala por não saber falar, e há quem se cala porque reconhece quando é tempo de falar.” (Eclo 20,6)
 
Note como Deus fez a natureza silenciosa, calma e produtiva. Não sentimos e nem vemos a planta crescer, mas cresce sem cessar, no silêncio. Uma floresta inteira cresce sem fazer barulho. É no silêncio que a natureza produz suas maravilhas: a flor que se abre, a borboleta que deixa o casulo, a fruta que amadurece, a criança que se desenvolve, as trilhões de estrelas que brilham… A natureza não tem pressa.


Tudo acontece no silêncio, como numa bela sinfonia. É por causa do silêncio que tudo existe: a música surge do silêncio; a arte nasce dele; a inspiração, a poesia e a bela música, surgem no silêncio; nós a escutamos porque fazemos silêncio; e ela vai além de nós. Onde cessa a fala começa a música.

 Quem se arrisca a falar sem aprender no silêncio, se arrisca a ensinar coisas erradas. O autor da “Imitação de Cristo”, o monge Thomas de Kemphis, disse que “ninguém fala com segurança, senão quem sabe se calar.” A sabedoria nos vem da meditação e da oração, e essas duas realidades só podem acontecer no silêncio. O silêncio dos homens às vezes está mais perto da verdade do que suas palavras.
 
Os homens se gastam tanto em palavras que não entendem o silêncio de Deus. Ele fala no silêncio. É na medida que a alma recebe no silêncio, que ela dá na atividade. Madre Teresa de Calcutá disse que: “Quanto mais recebermos do silêncio da oração, mas nos entregamos a uma vida ativa. Temos necessidade do silêncio para tocar as almas.”
 
O religioso que não aprendeu a silenciar, meditar e rezar, acaba caindo no ativismo doentio e frustrante. Ele pode até semear com abundância, mas a semente é estéril, não germina.
 
É tão rara a paz divina nos corações dos homens porque não sabem encontrar-se com Deus na própria alma, em silêncio. E ninguém toca os corações dos homens e enriquecê-los, sem primeiro abastecer-se a si mesmo, por uma vida interior em Deus, no silêncio. Para serem ajudados espiritualmente, os homens não precisam de simples homens, mas de “homens de Deus”. Somente aqueles que são fortes pelo contato com o “Hóspede da alma”, podem ir sem receio e firmes ao encontro das criaturas para socorrê-las, nos ensina Raul Plus.
 
Jorge Duhamel queria criar o “Parque nacional do silêncio”. Infelizmente nossa era de máquinas não nos deixa apreciar o silêncio, e nosso coração fica cansado porque não entra em si mesmo.
 
O amor se exprime mais pelo silêncio do que pelas palavras. É sabedoria saber se calar até o tempo certo de falar. André Maurois disse que os homens temem o silêncio como temem a solidão, porque ambos lhes dão uma visão do terrível vazio da vida. Mas esse vazio só pode ser preenchido, quando, no silêncio e na meditação, encontramos a sua causa e nos fortalecemos para superá-lo. Ele é o remédio que o homem moderno não compra nas farmácias.
 
Muitos se agitam no mundo e quebram o precioso silêncio. Pois bem, há um provérbio alemão que diz que: “A melhor resposta à cólera é o silêncio”. Voltaire avisava aos cortesãos do rei francês que, “na corte, a arte mais importante não é a de falar bem, mas a de saber calar-se.”
O fato do silêncio ser de ouro explica porque ele é tão raro. A Palavra de Deus diz que: “Há quem se cala por não saber falar, e há quem se cala porque reconhece quando é tempo de falar”(Eclo 20,6).
 
Ghandi ensinava que o silêncio faz parte da disciplina espiritualde um seguidor da verdade. “Sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio”, dizia. Alguém observando um surdo-mudo disse que ao lado dele é que se percebe como são poucas as palavras que merecem ser ditas.
 
(Via Felipe Aquino)